Dizem que o que realmente nos molda não são as vitórias que acumulamos, mas as cicatrizes que carregamos com orgulho. Aos 25 anos, vivi o capítulo mais intenso do meu coração. Foi quando a Anna cruzou o meu caminho.
Ela era de um universo sofisticado, e o que começou como improvável transformou-se no amor mais profundo que já senti. Durante quatro anos, fomos o mundo um do outro. Com ela, aprendi a beleza de cuidar de alguém com toda a alma.
A perda abriu espaço para uma verdade que eu já não podia mais esconder. Foi o fim daquele relacionamento que me deu a coragem necessária para abraçar a minha identidade. Hoje, sou um homem gay, assumido e em paz com a minha essência.
Entendi que aquele amor, por mais doloroso que tenha sido, foi o degrau que me levou à minha própria liberdade. Essa fase me dá a sensibilidade de entender as nuances do ser humano. Eu sei o que é amar, sei o que é perder e sei o que é recomeçar do zero.
Minha experiência me ensinou que a vida é feita de encontros. No final das contas, o destino mais importante para o qual podemos viajar é para dentro de nós mesmos.